Copa América: capitais que vão receber os jogos têm dificuldade para conter pandemia

 Copa América: capitais que vão receber os jogos têm dificuldade para conter pandemia

Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro e Goiânia estão com altos índices de ocupação das UTIs para a infecção pelo novo coronavírus, além de apresentarem baixa cobertura vacinal dos seus moradores, de acordo com os números do Ministério da Saúde

Capitais escolhidas pelo governo federal para receber os jogos da Copa América, Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro passam por dificuldades para conter a pandemia da covid-19. Um dos indicadores mais relevantes diz respeito à taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), cuja média entre as quatro cidades-sede se aproxima dos 85%, segundo dados de prefeituras e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Em todos os locais, de cada quatro leitos de UTI, três já estão preenchidos. Brasília tem o maior número, com uma ocupação de 90,58%. Na sequência vem o Rio de Janeiro, com 86%. Cuiabá é o terceiro, com uma taxa de 81,86%. E Goiânia fecha a lista, com 79,3%.

Mas os palcos do torneio de futebol guardam outras semelhanças no enfrentamento à pandemia, como o baixo número de pessoas vacinadas em relação à população estimada de cada local. Nenhuma das cidades-sede chegou à marca de um quarto dos seus habitantes totalmente imunizados contra a covid-19 e a média nos quatro locais de quem tomou a injeção é de apenas 14,5%, de acordo com números do Ministério da Saúde.

Cuiabá é a capital com o maior índice, tendo aplicado as duas doses necessárias em 23% dos habitantes. No Rio, 13% dos cariocas completaram o esquema de vacinação. Em Goiânia, 12,5% da população foi atendida e Brasília só alcançou 9,8% dos moradores.

Juntas, as quatro cidades contabilizam 974.129 casos do novo coronavírus e 43.097 mortes desde o início da crise sanitária. Se fossem um país da América do Sul, teriam mais infecções do que Equador (428.865), Bolívia (374.718), Paraguai (361.440), Uruguai (301.524) e Venezuela (235.567). E mais óbitos do que Chile (29.385), Equador (20.681), Bolívia (14.639), Paraguai (9.293), Uruguai (4.394) e Venezuela (2.661).

Em resposta ao Correio, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) justificou a realização do torneio no Brasil salientando que o país, hoje, “tem taxas de infecção abaixo da média sul-americana, de acordo com dados da Universidade John Hopkins. No índice de casos por milhão de habitantes, está em melhores condições que a Argentina ou a Colômbia, países que inicialmente iriam sediar o torneio. As projeções indicam que esta tendência continuará pelo menos nos próximos meses”.

“O Brasil está entre os três países com a maior porcentagem de população vacinada do continente, atrás do Chile e do Uruguai. As cidades escolhidas como cidades-sede estão entre aquelas com a menor incidência da doença”, explicou.

Correio Brasiliense

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