SASC assume a defesa da travesti espancada em Teresina

 SASC assume a defesa da travesti espancada em Teresina

Crédito: Reprodução

A secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania, por meio da Gerência de Enfrentamento a LGBTFOBIA da Superintendência de Direitos Humanos, assume da defesa da travesti agredida em Teresina e publica nota esclarecendo as ações.

Iremos fazer uma visita domiciliar a ela…para colocar os nossos serviços a disposição dela…Não somos a favor do ato que ela cometeu…Porém, existem Leis e temos que fazer com que elas sejam executadas…no mais sabemos que TOTURA É CRIME! E estaremos acompanhando junto ao MP ação contra essas pessoas que a torturaram“. disse Joseane Borges, Gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Superintendência de Direitos Humanos da SASC e Presidente do Conselho Estadual LGBT.

Veja nota na íntegra

A Gerência de Enfrentamento a LGBTFOBIA da Superintendência de Direitos Humanos, está tomando todas as providências necessárias para apuração do caso da Travesti Torturada em Teresina/PI.

Em conversa com o Coronel Nixon Frota, ficamos sabendo que foi instaurada sindicância contra o guarda, pela atitude passiva naquela ocasião e que também o agressor da travesti já foi notificado.

A equipe da Gerência de Enfrentamento à LGBTFOBIA da Superintendência de Direitos Humanos da SASC irá fazer uma visita domiciliar a travesti, para que possamos disponibilizar a ela os serviços sóciossistênciais, não somos a favor do ato ilícito feito por ela, porém não aceitamos nenhum tipo de tortura a nenhuma pessoa, independentemente de sua orientação sexual e tampouco identidade de gênero, pois sabemos que no Brasil TORTURA É CRIME!

Recentemente, o governo do estado do Piauí, esteve juntamente com 17 municípios assinando o Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica, que inclusive Teresina assinou, portanto no ato da assinatura firmamos de pactuar ações conjuntas para banir todos os tipos de atitudes LGBTfobicas em todo estado.

No mais, estamos trabalhando todos os dias em parcerias com diversos setores dos municípios e do estado para fazer do Piauí um território livre da discriminação e do Preconceito.

Joseane Borges

Gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Superintendência de Direitos Humanos da SASC
Presidente do Conselho Estadual LGBT.

Através de um comunicado, a Guarda Municipal informou que vai apurar o caso. Veja abaixo a nota feita pela corporação.

A Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) esclarece que atendeu a uma ocorrência no residencial Parque Brasil III, zona Norte de Teresina, nesta segunda-feira (19). Ao chegar ao local, a equipe encontrou com uma travesti amarrada, suspeita de furtar apartamentos na região.

Após ouvir os envolvidos, os membros da corporação que acompanhavam a ocorrência orientaram que o suposto agressor a desamarrasse.

Na sequência, a suspeita foi algemada e, juntamente, com o suposto agressor, foram conduzidos à Central de Flagrantes de Teresina para apuração do caso.

Sobre um vídeo em que a travesti aparece sendo espancada no porta-malas de um carro, a GCM não presenciou o fato, uma vez que chegou ao local posteriormente. Em hipótese alguma, a Guarda Civil Municipal de Teresina defende que seja feita Justiça com as próprias mãos. Por fim, o comando da GCM vai avaliar se houve falhas no procedimento”.

Saiba mais

Travesti é vista amarrada dentro de porta malas e sendo agredida diante de Guardas Municipais

A Guarda Municipal de Teresina, no Piauí, informou que vai apurar a conduta de agentes que atenderam um caso de agressão contra uma travesti suspeita de roubo. A violência foi gravada na manhã da última segunda-feira (19).

Diversos vídeos da suspeita foram gravados e divulgados nas redes sociais. Em um dos conteúdos, a travesti aparece conversando com um homem e afirma ter participado de um roubo. Em outra filmagem, a suspeita é vista amarrada no porta-malas de um carro, enquanto é agredida por pelo menos dois homens que usam um pedaço de madeira.

No vídeo, algumas mulheres pedem aos homens para que eles parem de agredi-la, mas os homens continuam com a sessão de agressão e pedem informações sobre um botijão de gás e um colar, que teriam sido roubados por ela.

Em outros registros, guardas municipais presenciam o momento em que um homem conduz a suspeita com os pés amarrados e dá uma rasteira nela, que acaba caindo deitada.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) comentou o caso nas redes sociais e pediu providências sobre o episódio.

 

 

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