Retirada de projeto da pauta gera debate na sessão

por Nicolas Nunes Barbosa — publicado 17/06/2025 13h56,
Governistas e oposição questionaram retirada do projeto que altera cargos da Polícia Civil
Retirada de projeto da pauta gera debate na sessão
O início da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) desta terça-feira (17) foi marcado por questionamentos de parlamentares quanto à retirada de pauta do Projeto de Lei Complementar do Governo nº 2/25, que visa transformar os cargos de escrivão e agente de polícia no cargo de oficial investigador de polícia, além de unificar os cargos de perito.

“Queria saber o que aconteceu, porque o Governo é que quer celeridade, porque tem interesse em lançar concurso público. Pra minha estranheza retiraram o projeto da pauta, que já está todo redondo e precisa ser votado aqui”, frisou o deputado Gustavo Neiva (Progressistas), autor de emenda aprovada para o texto da matéria, que gerou debate durante a votação nas comissões.

O presidente da Comissão de Administração Pública e Política Social, deputado Gessivaldo Isaías (Republicanos), também externou “estranhamento” pela retirada. “Nada foi colocado contra. Como houve a emenda na Administração, a matéria voltou para a CCJ e automaticamente teria que vir para o Plenário. Eu estou realmente estranhando o que está acontecendo”, frisou.

O líder da bancada do MDB, deputado João Mádison, também corroborou os questionamentos. “Queria saber do líder do Governo o que aconteceu. Por que foi retirado? Teve algum problema? A oposição está certa em perguntar”, disse. Após a fala de Mádison, o líder do Governo, deputado Dr. Vinícius (PT), limitou-se a dizer que “houve orientação para retirar da pauta de hoje”.

Por outro lado, foi aprovado o Projeto de Lei do Governo nº 61/25, que altera o Estatuto da Polícia Civil para criar uma 4ª classe nas carreiras de delegado, perito e oficial investigador de polícia; e o Projeto de Lei do Governo nº 43/25, que dispõe sobre a reabertura do prazo para que os servidores públicos estaduais possam aderir, caso queiram, ao regime de previdência complementar.