Agricultores de Pedro II recebem cisterna calçadão e R$ 4.600 para implantar projeto produtivo

Através do Centro Regional de Assessoria e Capacitação (Cerac) e da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), vinte e cinco agricultores e agricultoras familiares das comunidades Salobro, Virgínia, Aroeira e Canto da Várzea, no município de Pedro II, foram beneficiados com a cisterna calçadão por meio do programa Uma Terra e Duas Águas. Nos dias 03, 04 e 05 de setembro, eles participam da oficina sobre o Sistema Simplificado de Manejo da Água (SISMA).

Durante a capacitação, as famílias aprendem a implantar um sistema produtivo com foco na economia de água, na agroecologia e na convivência com o Semiárido.

A cisterna calçadão é um reservatório construído com placas de cimento e capacidade para armazenar até 52 mil litros de água da chuva. Mais do que uma tecnologia eficiente de convivência com a estiagem, a cisterna representa autonomia, segurança hídrica e geração de renda para as comunidades rurais do Piauí.

Com o uso correto da água, é possível cultivar hortaliças e criar pequenos animais, como aves, caprinos e suínos. Esse é o sonho do agricultor e beneficiário do programa Thiago Brandão, que já começa a se tornar realidade com a construção da sua cisterna calçadão.

“A água da cisterna nos ajuda porque conseguimos dar continuidade ao que começamos no inverno. Isso vai melhorar muito nossa produção, permitindo cultivar pasto para os animais, criar galinhas, garantir o consumo da casa e, futuramente, até gerar renda com o comércio.”

Na comunidade existe um poço comunitário, mas a energia elétrica não consegue garantir o bombeamento de água de forma regular para todos os moradores. Nesse sentido, a cisterna calçadão surge como uma tecnologia essencial, pois possibilita que cada agricultor e agricultora tenha liberdade para utilizar a água armazenada em sua própria cisterna.

Além de receber a cisterna calçadão, os produtores rurais são contemplados com o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais (Fomento Rural), uma política pública que inclui a transferência de renda no valor de R$ 4.600,bem como o acompanhamento social e produtivo das famílias pelo Cerac. Como esclarece José Maria Saraiva, coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

“Junto com a cisterna para produção de alimentos, as famílias recebem esse incentivo financeiro para que possam ampliar seus quintais, com culturas que elas já conhecem”, reforça José Maria.

Essas atividades fazem parte do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), com recursos federais.