Os produtores de grãos do Piauí estimam uma produção recorde em 2026, quando se
espera colher mais de 6,6 milhões de toneladas de grãos, 16,86% a mais que no ano
passado. Se esse prognóstico da safra agrícola se confirmar, serão cerca de 200 mil
toneladas a mais que a safra recorde de 2023, quando foram produzidas mais de 6,4 milhões
de toneladas. É importante destacar que o prognóstico da produção de grãos é coletado
em campo pelos técnicos do IBGE, com informação da intenção de produção obtida
diretamente dos produtores, representantes de sindicatos de agricultores,
Cooperativas, Prefeituras, dentre outros representantes. Ao longo do ano, o IBGE
acompanha continuamente o andamento das safras, através do Levantamento
Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), apresentando mensalmente informações
detalhadas da evolução das estimativas de produção, para cada uma das culturas.
As culturas com maior impacto no aumento da produção de grãos para 2026 são a soja
e o milho. É esperado um crescimento de 27,67% na produção de milho, que chegaria a 2,08
milhões de toneladas de grãos, enquanto a cultura da soja tem uma expectativa de
crescimento de 15,74%, chegando a uma produção total de 4,14 milhões de toneladas de
grãos. A soja e o milho devem se manter como os principais produtos agrícolas do estado, o
que deve representar 94% de toda a produção de grãos a ser colhida este ano.
O aumento previsto para a produção de grãos em 2026 deverá ocorrer por duas
razões. A primeira é o aumento da área colhida, que, no caso da soja, deverá ser 5% superior
à do ano passado, saltando de 1,06 milhão de hectares para 1,12 milhão de hectares. A área
do milho deve saltar de 376 mil para, 475 mil hectares, o que equivale a 26% de incremento.
Além disso, espera-se um aumento na produtividade, que é a relação entre a produção e a
área. No caso da soja, espera-se produzir, 3.694 kg/ha, enquanto que no ano anterior essa
relação era de 3.356 kg/ha, um aumento de 10%. Já a produtividade do milho deve ficar
praticamente estável entre 2025 e 2026, saltando de 4.343 kg/ha para 4.391 kg/ha, um
avanço de apenas 1,1%.

O prognóstico da safra indica que o feijão deverá ser o cereal com maior proporção de
crescimento na produção em 2026, estimando-se um aumento de 124,8% da colheita em
relação a 2025, saltando de 36,5 mil toneladas para 82 mil toneladas. O aumento da safra do
feijão deverá ocorrer por ampliação da área colhida, que deve saltar de 114 mil hectares para
165 mil hectares, um crescimento de 44%.Outra razão para o aumento das estimativas na
colheita de feijão para 2026 é a melhoria da produtividade, com um incremento esperado de
56%, passando de 318 para 496 kg por hectare.
Produção de grãos no Piauí – Safra 2025 x Prognóstico da Safra 2026
Fonte: IBGE – Prognóstico da Safra
Em 2026, o prognóstico da safra agrícola aponta para um aumento de 28% na colheita
do arroz, devendo chegar a 81 mil toneladas do produto, enquanto que no ano de 2025 a
produção foi de 63 mil toneladas no estado. A área destinada à colheita do arroz deverá ter
um aumento de 10%, saltando de 38,6 mil hectares para 42,5 mil hectares.
A redução mais expressiva na colheita de grãos para 2026 deve ocorrer na cultura do
sorgo, com uma diminuição estimada na produção de 47,7%. Dessa forma, a colheita deste
cereal deve cair de 251 mil toneladas no ano de 2025, para 131 mil no corrente ano. O
principal motivo dessa redução é uma queda de 55% da área destinada ao plantio e colheita.
Outro produto que deverá ter queda na produção em 2026 é o algodão, com redução
estimada de 3,44%, chegando a 99,5 mil toneladas.

Em 2026, safra brasileira de grãos deve recuar 1,8% e chegar a 339,8
milhões de toneladas
Para 2026, o prognóstico da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas
aponta para uma retração de 1,8%, chegando a 339,8 milhões de toneladas, ou 6,3 milhões
de toneladas a menos do que a safra de 2025. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos
Alfredo Guedes, observa que essa retração está ligada, principalmente, às culturas do milho,
do sorgo e do arroz. “Como a safra de 2025 foi muito boa para esses produtos, partimos de
um patamar elevado de comparação, algumas dessas culturas ainda serão implantadas na
segunda safra, então dependemos da janela de plantio e das condições climáticas para
termos estimativas mais apuradas. Além disso, as margens de lucro estão reduzidas, devido
aos preços baixos, o que tem desestimulado os produtores a aumentar a área e os
investimento nas lavouras”.
O prognóstico da safra para 2026 espera aumentos de produção no Paraná (1,5%), no
Rio Grande do Sul (25,2%), no Piauí (16,9%) e em Rondônia (0,5%). Por outro lado, são
esperados declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul
(-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins
(-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe
(-7,4%).
Produtores de castanha de caju esperam expressivo crescimento da
colheita em 2026
Os produtores e entidades do setor agrícola têm uma expectativa otimista para a safra
de castanha de caju no ano de 2026, com um prognóstico de produção de 32,2 mil toneladas.
Se esse resultado se confirmar, a produção dessa cultura terá um incremento de quase 120%,
em relação ao ano anterior e será a maior safra desde 2009.

Mais esclarecimentos acerca da pesquisa podem ser obtidos com Eyder Mendes, Supervisor de
Disseminação de Informações do IBGE no Piauí, através dos seguintes contatos: telefone/whatsapp
(86) 99987-9849 ou, ainda, eyder.silva@ibge.gov.br ou informacoespi@ibge.gov.br.
A maior safra de castanha de caju na série histórica ocorreu em 2008, quando o Piauí
registrou uma produção de 56,2 mil toneladas, 74% superior à do ano de 2025, quando a
produção foi de apenas 14,5 mil toneladas, o que fez o estado perder a posição de segundo
maior produtor nacional para o Rio Grande do Norte, que produziu 27,1 mil toneladas. Em
2025, o Ceará apresentou a maior safra de castanha de caju do país, de 83,8 mil toneladas.
Piauí deve recuperar grande parte da perda na produção de acerola,
ocorrida em 2025
Os produtores de acerola no Piauí apontam para um prognóstico de safra em 2026 da
ordem de 2,4 mil toneladas, uma produção 41,2% superior à registrada em 2025, quando a
produção chegou a 1,7 mil toneladas. O crescimento esperado na produção de acerola em
2026 deve-se ao aumento na área plantada de 11,4%.
O resultado esperado para 2026 ainda é bastante inferior ao que foi registrado na maior
colheita de acerola da série histórica, ocorrida em 2017, quando o Piauí produziu 4,7 mil
toneladas da fruta