O Prefeito Assis Mansantinha(PT) de Piracuruca não foi encontrado para esclarecer as denúncias

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Piauí (Gaeco/MPPI) prestou apoio ao Gaeco do MP cearense durante a operação Fagos, deflagrada, na manhã desta terça-feira, 12 de dezembro. No Piauí, os trabalhos foram realizados no município de Piracuruca. Na cidade piauiense, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um alvo.
Os trabalhos aqui foram realizados por Membros e agentes lotados no GAECO e contou com o fundamental apoio da Polícia Militar do Estado do Piauí.
Foi divulgado em agosto de 2023 que a promotora de Justiça Amina Macedo Teixeira de Abreu Santiago instaurou procedimento para investigar eventual ato de improbidade administrativa praticado pela prefeitura de Piracuruca, que tem à frente Francisco de Assis da Silva Melo, o Assis Mãozinha, por repasses vultosos a empresa Marina Santos Beserra Cia-Ltda, a Imagem Plus.
A empresa tem como sócios o ex-prefeito do município Raimundo Alves Filho e a nora do ex-gestor de nome Marina Santos Beserra , segundo apontam dados da Receita Federal.
As informações têm como fonte uma liderança política do município, a professora Maria Mendes de Cerqueira Neta.
Informações preliminares aponta que houve repasses de R$ 484.157.00 em 2021, R$ 671.955,00 em 2022 e R$ 167.040,00 até março de 2023.
Na operação Fagos, ao todo, foram cumpridos vinte mandados de prisão e de busca e apreensão em Fortaleza, Aracoiaba, Caucaia e Maracanaú, no Ceará, e na cidade de Piracuruca. Os alvos foram agentes públicos, empresários e operadores do esquema. Segundo a apuração do Gaeco do Ceará, um determinado grupo detinha o controle de cinco cooperativas atuantes na área da saúde, que concorriam entre si, fraudando certames licitatórios. Como tinha o controle de todas as empresas, o grupo inflacionava as cotações de preços, garantindo um valor maior para o contrato. O dinheiro desviado era dividido entre agentes públicos, empresários e operadores.
Além disso, a investigação verificou que a cooperativa vencedora do certame servia de mera intermediadora na contratação dos funcionários, que, na grande maioria das vezes, eram indicados pelo próprio município contratante. As prefeituras determinavam ainda o salário a ser pago aos funcionários. De acordo com a apuração do Ministério Público, o esquema era praticado há pelo menos três anos nos municípios de Acopiara, Aracoiaba, Itapipoca, Boa Viagem, Brejo Santo, Crateús, Forquilha, Guaraciaba do Norte, Ipueiras, Irauçuba, Itapiúna, Jucás, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente, Quixeramobim, Salitre, Senador Pompeu, Tabuleiro do Norte, Tejuçuoca, Tururu e Umirim. O volume de recursos negociado pelas cooperativas nas cidades investigadas é superior a R$ 180 milhões.
Com informações do Ministério Público do Ceará


