O pó da carnaúba, principal produto do extrativismo no Piauí, apresentou mais um ano
de queda na produção em 2024, com um total de 8,04 mil toneladas produzidas, redução de
7,4% em relação ao ano passado. No período de 2015 a 2024, a queda na produção no
estado já chega a 35,3%. São informações da Produção da Extração Vegetal e da
Silvicultura (PEVS) do IBGE.
Para Pedro Andrade, Chefe da Seção de Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Piauí,
“nos últimos 10 anos, a queda no extrativismo do pó de carnaúba no Piauí se deve a alguns
fatores, onde destacamos: o fato da própria queda na produção fez com que a demanda pelo
produto no mercado também diminuísse e se estabilizasse no patamar atual; além disso, tem
contribuído a falta de mão de obra para a extração do produto em campo, aliado aos altos
custos envolvendo a contratação de pessoal, principalmente em razão das exigências
trabalhistas.”
Informativo para a Mídia
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No Brasil, a produção total de pó de carnaúba em 2024 foi de 15,04 mil toneladas, queda
de 5,6% em relação ao ano anterior. Nos últimos 10 anos, a redução na produção de pó de
carnaúba chegou a 24,7%. Além do Piauí, mais quatro estados extraem o pó da carnaúba, e
todos apresentaram queda em suas produções em 2024, exceto o Rio Grande do Norte com
um incremento de 20%. O Piauí é o maior produtor do país, responsável por 53,5% do total da
produção, seguido pelo Ceará, com 6,2 mil toneladas (41,7%); Rio Grande do Norte, com 420
toneladas (2,79%); Maranhão, com 288 toneladas (1,91%); e Paraíba, com 15 toneladas
(0,10%).
Produção de pó de carnaúba, e respectiva participação, para Brasil e Unidades daFederação – 2024
Apesar da queda na produção de pó de carnaúba no Piauí em 2024, o valor da
produção apresentou um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 122,3
milhões. Esse valor, entretanto, é inferior ao valor nominal da produção registrada nos
anos de 2019 a 2022, evidenciando, portanto, uma queda da sua participação na
economia estadual. O valor da produção de pó de carnaúba no Brasil chegou a R$ 220,3
milhões, e a produção piauiense representava 55,5% desse valor total.
A despeito do Piauí ser o estado com a maior produção de pó de carnaúba no país, os
três municípios brasileiros com as maiores produções são do Ceará, onde destacam-se: Granja,
com 1,05 mil tonelas; Camocim, com 883 toneladas; e Santana do Acaraú, com 483 toneladas.
O município piauiense com maior destaque na produção de pó de carnaúba no país é
Piracuruca, com 394 toneladas, quarta maior produção. Entre outros municípios piauienses
Informativo para a Mídia de destaque na produção nacional temos: São José do Divino, com 382 toneladas; Campo
Maior, com 325 toneladas; Floriano, com 307 toneladas; São Miguel do Tapuio, com 296
toneladas; e Nossa Senhora de Nazaré, com 295 toneladas.
Municípios brasileiros com as maiores produções de pó de carnaúba – 2024
1 Granja (CE) 1.057
2 Camocim (CE) 883
3 Santana do Acaraú (CE) 483
4 Piracuruca (PI) 394
5 Coreaú (CE) 392
6 São José do Divino (PI) 382
7 Campo Maior (PI) 325
8 Floriano (PI) 307
9 São Miguel do Tapuio (PI) 296
10 Nossa Senhora de Nazaré (PI) 295
Produção
(Toneladas) Classificação Município
Fonte: IBGE – Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS)
Produção de carvão vegetal proveniente do extrativismo cai 73% em 10 anos
A produção de carvão vegetal proveniente do extrativismo alcançou 41,7 mil toneladas
em 2024 no Piauí, redução de 73,06% em relação à produção obtida em 2015, quando havia
chegado a 154,8 mil toneladas. São informações da Produção da Extração Vegetal e
Silvicultura (PEVS) do IBGE.
Para Pedro Andrade, Chefe da Seção de Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Piauí, “o
carvão vegetal apresentou uma queda acentuada de produção no estado principalmente em
razão da mudança do consumo por parte das famílias, que passaram a utilizar mais o “gás de
cozinha” ou GLP ao invés do carvão vegetal. Contou bastante também a maior fiscalização dos
órgãos de defesa ambiental, impedindo o corte de matas nativas para a produção de carvão.
Informativo para a Mídia
Por último, é interessante ressaltar que no resto do país a produção de carvão vegetal vem
sendo feita com madeira proveniente principalmente de projetos da silvicultura, como inclusive
já ocorre no próprio Piauí.” No estado, em 2024, projetos de silvicultura apresentaram uma
produção de 26,8 mil toneladas de carvão vegetal proveniente de eucaliptos plantados, com um
valor de produção que chegou a R$ 44,2 milhões.
A queda no volume de produção do carvão vegetal proveniente do extrativismo impactou
diretamente no próprio valor da produção que, em valores nominais, caiu de R$ 86,9 milhões
em 2015 para R$ 48,9 milhões em 2024, queda de 43,7% no período de 10 anos.
No Piauí, o município de Corrente é o que apresenta a maior produção de carvão vegetal
proveniente do extrativismo, com 7,7 mil toneladas, o equivalente a 18,4% do total produzido no
estado. A produção de Corrente também é a 10ª. maior entre todos os municípios do
Brasil. Na sequência, entre as maiores produções do estado, temos: Nazaré do Piauí, com 5,5
mil toneladas; Porto Alegre do Piauí, com 5,2 mil toneladas; e Parnaguá, com 5,1 mil toneladas.
Municípios com as maiores produções de carvão vegetal proveniente do extrativismo –
Piauí – 2024
Classificação Município Produção
(Toneladas)
1 Corrente (PI) 7.754
2 Nazaré do Piauí (PI) 5.558
3 Porto Alegre do Piauí (PI) 5.269
4 Parnaguá (PI) 5.166
5 Cristino Castro (PI) 2.752
6 São José do Peixe (PI) 1.550
7 Barras (PI) 741
8 Miguel Alves (PI) 737
9 União (PI) 550
10 Cocal (PI) 527
Fonte: IBGE – Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS)
No Brasil, a produção de carvão vegetal proveniente do extrativismo foi de 502,5 mil
toneladas e os estados com as maiores produções foram: Maranhão, com 176,1 mil toneladas
(35%), e o Pará, com 134,4 mil toneladas (26,7%). O Piauí ocupava a 5ª. posição, com uma
produção de 41,7 mil toneladas (8,3%).
Informativo para a Mídia 93% do valor total da produção extrativista do Piauí está concentrado em 3 produtos
O extrativismo vegetal no Piauí registrou em 2024 um valor total de produção de
R$ 223,5 milhões, onde 92,81% desse valor estava concentrado em três produtos: o pó de
carnaúba, com R$ 122,3 milhões, representando 54,73% do valor total do extrativismo no
estado; o carvão vegetal, com R$ 48,9 milhões, representando 21,88%; e a lenha, com R$
36,2 milhões, representando 16,2%. Os demais itens do extrativismo no estado
representavam 7,2% do valor total da produção.
Valor da produção extrativista, por produto – Piauí – 2024
Total da produção extrativa 223.554 100,00
Carnaúba (pó) 122.349 54,73
Carvão vegetal 48.922 21,88
Lenha 36.206 16,20
Babaçu (amêndoa) 8.687 3,89
Madeira em tora 4.984 2,23
Outros produtos aromáticos, medicinais, tóxicos e corantes 608 0,27
Jaborandi (folha) 495 0,22
Tucum (amêndoa) 455 0,20
Outros produtos alimentícios 287 0,13
Pequi (fruto) 282 0,13
Umbu (fruto) 279 0,12
Valor da
produção
(Mil Reais)
Participação no
valor total da
produção (%)
Tipo de produto extrativo
Fonte: IBGE – Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS)
Considerando o período de 2015 a 2024, observamos que o maior valor de produção do
extravismo vegetal no estado do Piauí foi o registrado no ano de 2021, quando atingiu R$ 253,4
milhões, cerca de 13,3% superior ao observado em 2024. É interessante evidenciar que os dois
principais produtos da pauta extrativista, o pó de carnaúba e o carvão vegetal, apresentaram
uma queda expressiva no volume de suas produções nos últimos 10 anos, respectivamente de
35,3% e 73,06%, impactando na redução do valor total da produção extrativista do
estado.
Informativo para a Mídia Piauí foi o terceiro maior produtor de lenha de extrativismo florestal
O Piauí registrou a terceira maior produção de lenha entre os estados brasileiros,
com um volume de 2,05 milhões de metros cúbicos em 2024, de acordo com os dados da
Pesquisa da Extração Vegetal e Silvicultura – PEVS, ficando atrás, apenas de Mato Grosso
(3,6 milhões de metros cúbicos) e Ceará (3,1 milhões de metros cúbicos). Ao todo, o Brasil
produziu 20,4 milhões de metros cúbicos de lenha em 2024 e o Piauí contribuiu com 10%
desse total, enquanto o Mato Grosso participou com 18% e o Ceará com 15% do volume.
No tocante ao valor de produção da lenha, os estados com os maiores indicadores
foram Mato Grosso (R$ 258,8 milhões), Ceará (R$ 90,8 milhões) e Pernambuco (R$ 71,6
milhões). A produção piauiense alcançou R$ 36,2 milhões, ocupando a nona posição entre
os estados brasileiros.
Entre os municípios piauienses, Cristino Castro registrou a maior produção em 2024,
totalizando 80,6 mil metros cúbicos. A segunda posição ficou com Simplício Mendes, com
66,5 mil metros cúbicos, seguida por Uruçuí, que produziu 60 mil metros cúbicos.
Em âmbito nacional, o destaque para a produção de lenha em 2024 ficou com o
município de Tabaporã (760 mil metros cúbicos), seguido por Feliz Natal (369 mil metros
cúbicos) e Santa Carmem (357 mil metros cúbicos. Os três municípios ficam localizados em
Mato Grosso.
Extrativismo de madeira em tora reduz 28% desde 2015
Desde 2015, o Piauí vem registrando uma redução na extração florestal de madeira em
tora. Naquele ano foram produzidos 117,7 mil metros cúbicos do produto, enquanto em 2024,
o total caiu para 84,7 mil metros cúbicos, uma redução de 28% em 10 anos, de acordo com a
Pesquisa de Extrativismo Vegetal e Silvicultura (PEVS).
A produção de madeira em tora no Piauí é pouco expressiva, se comparada aos
estados da Amazônia, como Pará com mais de 4,4 milhões de metros cúbicos, Mato Grosso,
com 2,6 milhões e Rondônia com 1,3 milhões. Ao todo o Brasil produziu 11,9 milhões de
metros cúbicos de madeira em tora no extrativismo florestal.
Informativo para a Mídia
Os municípios piauienses com as maiores produções de madeira em tora em 2024
foram: Pio IX, com 2,91 mil metros cúbicos; Oeiras, com 2,9 mil metros cúbicos; e Cocal, com
2,7 mil metros cúbicos.
