Deputada critica influência do senador na Prefeitura de Parnaíba
Na tentativa de conquistar o convite para se filar ao PT, a deputada Gracinha(PP) falou na tribuna da Assembleia Legislativa do Piauí durante a sessão plenária desta terça-feira (7) repudiando falas do presidente nacional PP, senador Ciro Nogueira(PP/PI) sobre a atuação da parlamentar. Ela criticou o que aponta como interferências políticas do ex-ministro na Prefeitura de Parnaíba, o caracterizou como traidor por continuar a parceria com o prefeito de Parnaíba, Francisco (PP) mesmo depois que a Deputado rompeu com a atua gestão do município.
“Parnaíba, hoje, está assombrada com tanta ameaça, com tanta perseguição. E pior, só pode entrar na Prefeitura ou indicar o cargo se for rifado. E aqui nesta tribuna, eu provo e cito as provas”, relatou Gracinha. A deputada disse que os parnaibanos que chegam à sede da gestão municipal são forçados a afirmar que não votam nela para conseguir ocupar um cargo.
A postura, de acordo com a parlamentar, desonra não apenas ela, o ex-prefeito Mão Santa e a ex-primeira dama Adalgisa Moraes Sousa, mas todos que acreditaram na sequência de um projeto de governo. “Desonrou cada cidadão que foi votar em um projeto de governo sério, uma continuidade, uma melhoria e saiu com mentiras e com narrativas falsas”, resumiu Gracinha Mão Santa.
As falas do senador, segundo a deputada, são de desespero porque em uma pesquisa eleitoral feita em Parnaíba o nome dela ficou em primeiro lugar e ele não tem conseguido os seus objetivos. “Eu acho que ele está passando por algum momento de desespero. Por um momento em que não está conseguindo viabilizar seu nome como vice-presidente. Está muito desgastado a nível federal, justamente por esse tipo de declaração, e a nível estadual também”, disse a parlamentar.
Além da perseguição que relatou na Prefeitura, a deputada afirmou que Ciro Nogueira tem orquestrado campanhas de perseguição online à sua pessoa, algo que não cabe em um sistema democrático. “Parnaíba merece respeito. Essa história de ameaça e perseguição, empurrar de goela abaixo e chegar numa Prefeitura que você não teve participação nenhuma, de acompanhar os sufocos, nem de participar de corpo”, criticou a parlamentar.
