Ex-assessora do governo é acusada de desvio de recursos e impedida de exercer cargo público desde 2012
A investigação indica que os presos são suspeitos de produzir e divulgar um dossiê falso com o objetivo de coagir magistrados
Os advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins e a ex-assessora do governo do Piauí Lucile de Souza Moura foram presos nesta quarta-feira (22/10) durante uma nova fase da Operação Vice-Cônsul, da Polícia Civil, que investiga a produção e disseminação de dossiês falsos com o objetivo de coagir magistrados em processos agrários.
A investigação indica que os presos são suspeitos por coação no curso do processo judicial, denunciação caluniosa, calúnia e associação criminosa.
Os dossiês continham acusações falsas no intuito de influenciar decisões judiciais em processos agrários. Os documentos também tinham como objetivo constranger os magistrados.
Informações preliminares apontam que os presos estariam envolvidos em um esquema para fabricar dados que comprometessem a atuação de juízes e até de um desembargador.
Em 2012, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou hoje as contas da Emgerpi (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí) e tornou inabilitado para cargos públicos os gestores Lucile Moura e Raimundo Nonato Farias Trigo.
A condenação foi por unanimidade pelos conselheiros. De acordo com a decisão, Lucile Moura terá que devolver aos cofres públicos R$ 2 milhões e Raimundo Farias Trigo, gestor de Emgerpi em 2009, devolverá R$ 1 milhão e 300 mil. Os dois diretores ficam proibidos de assumirem cargos públicos por um período de cinco anos.
Os dois gestores são acusados de pagamento de obra não concluída, superfaturamento, pagamento ilegal de aluguel de veículos, de juros, encargos e moratórias, além de despesas com patrocínios e ajudas irregulares.
