IBGE lança nova edição do Nomes no Brasil
O IBGE publica hoje (4/11) nova edição do levantamento de nomes mais frequentes no
Brasil, atualizados pelo Censo Demográfico 2022. A novidade desta edição é a inclusão dos
sobrenomes. Entre os mais de 140 mil nomes próprios contabilizados, Maria e Francisco tiveram
hegemonia no topo do ranking no Piauí, enquanto no Brasil foram Maria e José. O Censo 2022
também contou mais de 200 mil sobrenomes: Silva foi o mais popular tanto no Brasil como no Piauí.
O sobrenome Santos foi o segundo mais popular no Brasil, enquanto no Piauí foi o sobrenome
Sousa. Para acesso à página da plataforma Nomes no Brasil, acesse
https://censo2022.ibge.gov.br/nomes.
O site disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento
da pessoa e letra inicial. Rankings de nomes e sobrenomes também podem ser gerados de acordo
com o local selecionado pelo usuário: Brasil, unidades da federação ou municípios. “A versão
anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto
e inesperado de público. Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por
dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como
acrescentar mais dimensões para se explorar”, ressalta Rodrigo Rego, gerente de Inovação e
Desenvolvimento no IBGE e responsável pelo projeto.
Ao clicar em cada nome registrado, é possível saber o número total de pessoas registradas e
a concentração de registros por localidade, além de uma linha do tempo mostrando a frequência de
registros por década. O IBGE também oferece o cálculo da idade mediana para cada um dos nomes
próprios (indicador que divide o grupo entre os 50% mais jovens e os 50% mais velhos).
Entre os 10 nomes mais populares no Piauí em 2022, considerando a população masculina
e feminina juntas, o de “Maria” foi o recordista, com 381.520 pessoas com o nome, o que
representava 11,66% da população total piauiense. Na sequência, “Francisco” foi o segundo mais
popular, com 130.465 pessoas, para 3,99% da população do estado. Os demais nomes mais
populares foram: José (3,54%), Antônio (2,81%), João (2,15%), Ana (2,09%), Francisca (1,86%),
Raimundo (1,17%), Antônia (1,06%), e Pedro (0,84%).
No aplicativo Nomes no Brasil é possível selecionar um nome específico para obter
informações detalhadas. Para o nome “Maria”, no Piauí, conforme a tela abaixo, temos a
informação do quantitativo de pessoas com o nome, o percentual, a posição no ranking de
popularidade na localidade, bem como a idade mediana das pessoas com o nome.
Além dessas informações, a plataforma informa o significado e a origem do nome “Maria”,
bem como dos demais nomes que forem objeto de pesquisa.
Complementando as informações acerca do nome “Maria”, a plataforma ainda produz um
gráfico da série histórica do registro do nome, desde antes de 1940 até o período que vai de
2010 a 2019. O gráfico aponta que o período em que houve maior registro do nome “Maria” foi entre
1960 a 1969, com 69.533 pessoas recebendo esse nome. Após esse período, a quantidade de
registros de “Maria” entrou em declínio, chegando ao período de 1990 a 1999 com o mínimo de
registros, para 26.483 pessoas. A partir do período seguinte, de 2000 a 2009, voltou a apresentar um
novo crescimento no registro do nome, para 35.833 pessoas, e no período de 2010 a 2019, com o
registro para 36.479 pessoas.
Série histórica do registro do nome “Maria”, no Piauí – Antes de 1940 até 2010 a 2019
Além de “Maria”, entre os dez nomes mais populares na população feminina no Piauí,
também figuravam os seguintes: Ana (2,08%), Francisca (1,85%), Antônia (1,05%), Raimunda
(0,53%), Rosa (0,22%), Joana (0,21%), Lara (0,20%), Rita (0,20%), e Amanda (0,18%).
Além do nome “Francisco”, entre os 10 nomes mais populares na população masculina do
Piauí, também figuravam os seguintes: José (3,52%), Antônio (2,80%), João (2,14%), Raimundo
(1,16%), Pedro (0,84%), Carlos (0,73%), Luís (0,71%), Marcos (0,57%), e Manoel (0,54%).
10 nomes mais populares entre os homens no Piauí – 2022
O sobrenome mais popular no Piauí é o “Silva”, utilizado por 771.651 pessoas, o
equivalente a 23,59% da população ou praticamente 1 a cada 4 pessoas no estado. Na sequência,
entre os sobrenomes mais populares temos: Sousa (15,21%), Santos (10,94%), Oliveira (6,33%),
Pereira (5,83%), Alves (4,74%), Rodrigues (4,60%), Carvalho (4,47%), Lima (4,36%), e Costa
(4,27%).
Na consulta aos nomes mais frequentes no ranking, é possível, por exemplo, perceber
algumas curiosidades: em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam
Maria (22,30% e 22,31% do total da população das respectivas cidades). Na cidade de Santana do
Acaraú (CE), a cada 10 pessoas, 1 se chama Ana (equivalendo a 10,41% do total da população). Já
em Buriti dos Montes (PI), essa proporção ocorre com o nome Antonio (equivalendo a
10,06% do total da população, a maior do país). Entre os sobrenomes, é possível ver que 43,38%
da população de Sergipe possui “Santos” no registro. Já em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome
“Silva”, que lidera o ranking, está presente em mais de um terço dos registros das populações de
ambos os estados (35,75% e 34,23%, respectivamente).
Os nomes Osvaldo e Terezinha dão lugar a Gael e Helena
Pelo levantamento por década de nascimento, é possível perceber as tendências de nomes
que entram e saem de moda ao longo do tempo, bem como aqueles que aparecem de maneira mais
constante. Cruzando os gráficos de incidência, é possível ver o declínio do uso de alguns nomes ao
longo das décadas, que se refletem também nas idades medianas, a exemplo de Osvaldo e
Terezinha (62 e 66 anos), assim como a ascensão dos nomes “mais recentes” – que possuem
idades medianas bem mais baixa, como Gael e Helena (1 e 8 anos, respectivamente).
O novo site também conta com uma aba dedicada a fatos e curiosidades sobre o estudo dos
nomes próprios, a Onomástica, em que o usuário pode explorar diversos aspectos que ressaltam a
dinâmica cultural refletida em nomes e sobrenomes, assim como compreender melhor o que o
sistema de nomeação e os nomes utilizados podem revelar sobre uma sociedade, especialmente
quando analisados ou comparados ao longo do tempo e espaços territoriais.
Nomes no Mundo
Outra novidade do site é o mapa-múndi “Nomes no Mundo”, em que é possível navegar pelo
mapa e descobrir os nomes e sobrenomes mais comuns nos respectivos países. A ferramenta
também faz a comparação com a quantidade de brasileiros registrados com os nomes exibidos no
mapa, com base no banco de dados atualizado pelo Censo 2022.
É possível, por exemplo, selecionar a China para ver que o sobrenome mais comum do país,
Wang, é utilizado por 1.513 pessoas no Brasil. Ou ainda, visitar a Bolívia e descobrir que os nomes
próprios mais comuns do país são Juan e Juana: ao lado dos dados, o site informa também a
quantidade de registros desses nomes no Brasil; 67.908 e 3.113 registros, respectivamente.
Sigilo Estatístico
É importante ressaltar que, dependendo da singularidade do nome ou sobrenome buscado,
o dado poderá ser ocultado para garantir o sigilo estatístico: em caso de termos com menos de 20
incidências no país, por exemplo.
É possível, também, que apenas parte das informações referentes seja disponibilizada, mas
o mapa ou gráfico estejam incompletos. Isso também é uma garantia do sigilo dos dados, evitando
qualquer tipo de identificação: na distribuição geográfica, só poderão ser divulgados quando o termo
apresentar incidência maior do que 15 por UF e 10 por município. Essa proteção também acontece
quando os resultados forem filtrados por década.
Mais sobre a pesquisa
O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 1º de
agosto de 2022, data de referência do Censo 2022. Foram registrados, em dois campos distintos, o
nome e o sobrenome completo de todos os moradores do domicílio informados pelo entrevistado na
data de referência. Ressalta-se que, para fins de divulgação, do campo ‘nome’ considerou-se
apenas o primeiro nome informado e, para o campo ‘sobrenome’ foi feita uma frequência dos
sobrenomes, não importando a ordem em que foram registrados.
As formas variantes dos nomes foram contabilizadas distintamente, conforme registradas na
lista de moradores do domicílio no momento da coleta do questionário. Desse modo, nomes como
Ana ou Anna, Ian ou Yan, Luis ou Luiz, entre outros, foram considerados com a grafia original da
coleta. Também não foram previstos sinais diacríticos (acento agudo, acento circunflexo, acento
grave, cedilha, trema e til); assim, nomes como Antônio, Cauã, Luís, Luísa, entre outros, foram
considerados sem tais sinais.
O sexo dos moradores também reflete exclusivamente a informação declarada no momento
da coleta do questionário. Por essas razões, podem existir diferenças entre os nomes coletados em
2010 e os coletados em 2022.
