A Cooperativa de Transportes por Aplicativos do Piauí (COOPERTAPP-PI) e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores por Aplicativos do Piauí (SINDMAPI) divulgaram uma nota de esclarecimento sobre o projeto de lei que será colocado em votação na Câmara Municipal de Teresina e que propõe proibir que Motoristas de Aplicativos recusem corridas destinadas a pessoas cadeirantes.

As entidades destacam que sempre foram e continuarão sendo solidárias à causa das Pessoas com Deficiência (PCD), defendendo o respeito, a inclusão e a garantia de acesso digno ao transporte para todos. No entanto, alertam que não é possível aprovar uma legislação dessa natureza sem que a categoria dos Motoristas por Aplicativos seja previamente ouvida, especialmente para discutir as condições reais e específicas necessárias para que esse atendimento aconteça de forma segura, eficiente e viável.

Segundo a COOPERTAPP-PI e o SINDMAPI, entre os pontos fundamentais está a necessidade de que as próprias plataformas de aplicativos realizem a seleção de veículos com porta-malas compatível para o acondicionamento adequado das cadeiras de rodas, garantindo que o transporte ocorra sem riscos ao passageiro e ao motorista.

Outro ponto defendido é que o usuário cadeirante possa realizar um cadastro específico na plataforma, com o envio prévio de foto da cadeira adaptada ou portátil, permitindo que o motorista saiba antecipadamente as condições necessárias para o embarque e o deslocamento.

As entidades também sugerem que o sistema inclua, no momento do cadastro, a identificação de pessoas responsáveis pelo acompanhamento do cadeirante durante a corrida, especialmente em situações que exijam suporte adicional para embarque, desembarque e segurança.

Diante disso, a COOPERTAPP-PI e o SINDMAPI informam que já estão protocolando ofício oficial solicitando a habilitação das duas entidades para participação direta nos debates e discussões sobre a aprovação da referida lei, defendendo que qualquer avanço legislativo deve ser construído com diálogo, responsabilidade e participação de todos os envolvidos.

Para as instituições, inclusão verdadeira se faz com planejamento, estrutura e escuta da categoria. Segundo Érico da Luta, presidente da COOPERTAPP-PI e diretor do SINDMAPI, “Diálogo, respeito e inclusão são os caminhos para uma lei justa e eficaz para todos”, finaliza.