Partido substituiu a pré-candidatura de Aldo Rebelo pelo ex-ministro do STF nas eleições de 2026. Rebelo deve lutar pela vaga até a convenção do partido.

O ministro Joaquim Barbosa durante sessão no STF, em Brasília, para a 34ª sessão de julgamento do mensalão. — Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo
O ministro Joaquim Barbosa durante sessão no STF, em Brasília, para a 34ª sessão de julgamento do mensalão. — Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Após o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se filiar ao partido Democracia Cristã (DC), a legenda confirmou a pré-candidatura dele à Presidência da República. Entretanto, o ex-ministro Aldo Rebelo, anunciado como o pré-candidato do partido no início do ano, disse à TV Globo que vai manter sua pré-candidatura até a convenção, “mesmo que tenha que judicializar”.

Em nota, o presidente nacional do partido e ex-deputado federal, João Caldas, argumentou que Barbosa representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições.

“Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira”, afirma Caldas em nota sobre o ex-ministro. “O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais.”

O DC apresentou no início do ano a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo, que não cresceu nas pesquisas. Por isso, de acordo com o presidente da sigla, a troca foi necessária.

Questionado sobre a decisão do partido, Rebelo afirmou que a mudança reflete apenas a versão de João Caldas, destacando que Barbosa ainda não se pronunciou oficialmente. Procurado pela TV Globo, o ex-ministro do STF não atendeu aos pedidos de entrevista.

Aldo Rebelo (DC), pré-candidato a presidente, na Agrishow 2026 — Foto: Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão
Aldo Rebelo (DC), pré-candidato a presidente, na Agrishow 2026 — Foto: Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão

Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. O ministro se aposentou antecipadamente em 31 de julho, abreviando sua permanência no tribunal em dez anos e dois meses. Caso permanecesse no cargo, poderia, por lei, seguir no STF até 2029, quando completaria 75 anos.

Em 2018, ele foi cotado como um dos nomes da disputa presidencial, mas acabou desistindo.