Depois que o prefeito de Teresina, Silvio Mendes atribuiu a má gestão a dificuldade financeira que o Hospital São Marcos esta passando para continuar atendendo os pacientes pelo Sistema Único de Saúde, por receber menos do que as demais instituições pelos serviços de atendimentos aos paciente oncológicos, a direção do Hospital explicou para imprensa piauiense sobre a atuação do São Marcos, atendendo todos os tipos de câncer e a falta de recursos para atender pacientes do SUS.

Para que o São Marcos continue atuando regularmente será necessário o aumento de repasse de recursos públicos de quatro milhões mensais. Valor considerado irrisório se comparado as gastos com áreas não essenciais como a publicidade por exemplo.

Durante entrevista coletiva, o diretor do Hospital São Marcos, Marcelo Martins disse que não iria discutir questões políticas mas mostrou que o que falta para manter os atendimentos não é gestão e sim reconhecimento do poder público de que os repasses financeiros são insuficientes para custear o tratamento de câncer feito no São Marcos.

Nesse contexto, pré-candidato ao Governo do Piauí, ex-deputado Joel Rodrigues (PP), criticou o governador Rafael Fonteles (PT) após a direção do Hospital São Marcos informar que deixará de receber novos pacientes oncológicos por dificuldades financeiras.

Segundo a instituição, a crise é agravada pela insuficiência dos repasses do Governo do Estado, que atualmente destina R$ 900 mil ao hospital. A direção afirma que o valor é inferior ao repassado pela Prefeitura de Teresina, pelo Governo Federal e até pelo Governo do Maranhão.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Joel classificou a situação como “inadmissível” e afirmou que o Estado investe mais em publicidade institucional do que no atendimento a pacientes com câncer. Para o dirigente do Progressistas, o cenário evidencia uma inversão de prioridades na gestão estadual.

O pré-candidato também voltou a defender a descentralização da saúde no Piauí, destacando que, de acordo com a direção do Hospital São Marcos, cerca de 59% dos pacientes em tratamento oncológico são oriundos de municípios do interior do estado.