A atriz Gyselle desitiu da candidatura a deputada federal pelo PP e justificou publicamente por redes sociais que estará em tratamento contra depressão.
O ato da ex-candidata provou uma atitude do correligionário, deputado federal e candidato a reeleição Júlio Arcoverde considerada, no mínimo, deselegante.

Meus irmãos piauienses,

Hoje encerro minha candidatura. Não por falta de amor pelo Piauí, mas porque preciso lutar uma batalha que há muito tempo enfrento em silêncio: a depressão.
Ser mulher na política me trouxe sonhos, mas também medos, pressões e muitas incertezas. Cheguei ao meu limite e entendi que nenhuma disputa pode ser maior que a minha vida e a minha saúde.

Enfrentei tantos paredões. No jogo e na vida. Nunca fugi da luta. Mas este, me sinto sem forças para enfrentar. Não consigo e só peço aos meus irmãos piauienses que me perdoem. Já sofri traumas demais. Ainda hoje tento me recuperar de tudo que abalou minha saúde mental desde aquele final de reality. Mas a vida é um jogo real. E eu preciso agora desistir para continuar no jogo.

Peço que respeitem meu silêncio e meu recolhimento. Preciso me tratar, respirar e reconstruir minhas forças. Continuo amando meu Piauí. Peço que não se entristeçam e nem desistam de mim. Vai passar!
A todos que caminharam comigo desde sempre, minha eterna gratidão. Que Deus abençoe todos nós.
É tempo de cuidar da Gyselle, a mulher por trás da Cajuína.

Deselegante

Júlio Arcoverde comenta desistência de Gyselle Cajuína: “insignificante ”

O deputado federal e candidato a reeleição, Júlio Arcoverde (PP) comentou, nesta quarta-feira (23), após ser questionado pela coluna, sobre a desistência da ex-BBB Gyselle Cajuína na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados na chapa do Progressistas.

Júlio afirmou que ficou sabendo da desistência apenas nesta quarta, pesar do pedido de renúncia ter sido feito ainda na segunda-feira pela então candidata. O candidato também avaliou o impacto da baixa na chapa. “Tão insignificante que só soube hoje. Que Deus proteja o caminho dela”, afirmou.

Sobre uma recomposição da chapa, o candidato pontuou que não será necessário substituir o nome para completar os 30% da cota feminina da chapa. “Pela lei não somos obrigados a colocar ninguém”.